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HORTIFRUTI/CEPEA: Os HF’s produzidos no BR são seguros?

    Hortifruti    18/07/2018

Boa parte das irregularidades está relacionada à falta de registro

Piracicaba, 18 – Toda vez que os hortifrútis são alvo de análises de resíduos de agroquímicos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), há uma calorosa discussão na mídia de que as frutas e legumes frescos produzidos no Brasil não são seguros para o consumo humano. A Anvisa possui o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), que consiste na coleta de amostras de alimentos com origem vegetal, que, por sua vez, é realizada pelas vigilâncias sanitárias estaduais e municipais em mercados varejistas, a fim de efetuar análises de resíduos de agroquímicos.

O objetivo é avaliar se os alimentos disponíveis para consumo da população estão dentro das regularidades permitidas pela legislação. Tais análises abrangem a identificação de diversos ingredientes ativos de agroquímicos, para se averiguar se estão em conformidades com a legislação vigente, isto é, se são registrados e/ou estão abaixo do “Limite Máximo de Resíduo” (LMR) permitido. No geral, quanto menor a expressão econômica da cultura, maior é o grau de irregularidade encontrado no relatório do Para.

Assim, os campeões de irregularidades nos hortifrútis são os do grupo considerado Minor Uses, ou Culturas com Suporte Fitossanitário Insuficiente (CFSI’s). Esse grupo inclui os hortifrútis de menor escala de produção, como abobrinha, alface, beterraba, couve, pepino, pimentão e repolho; abacaxi, goiaba, mamão, manga e morango.

Irregularidades no nível de resíduos incluem produtos de alto índice de resíduos (acima do “LMR”) e também a detecção de ingredientes ativos que não são registrados para a determinada cultura (independente do “LMR”). Avaliando com mais detalhes os resultados do Para, pode-se constatar que boa parte do alto nível de irregularidade dos hortifrútis está mais relacionada à falta de registros do que propriamente elevado índice de resíduo. E as CSFI’s compõem o grupo que, no geral, tem a menor oferta de agroquímicos registrados, dada a baixa receita gerada na cadeia e o alto custo econômico de registros de agroquímicos no País.

Para conferir o estudo completo, acesse a edição de julho da Hortifruti Brasil, clicando aqui.

Fonte: hfbrasil.org.br

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HF ALERTA: Greve dos caminhoneiros afeta abastecimento de HF’s em todo o Brasil

    Hortifruti    25/05/2018

Produtores de frutas e hortaliças interrompem colheita para evitar prejuízos

Piracicaba, 24 – A greve dos caminhoneiros, que segue desde a última segunda-feira, 21, tem causado fortes reflexos em todos o País, como o desabastecimento nos postos de combustíveis, dificuldades de acesso nas principais rodovias e, sobretudo, no escoamento de frutas e hortaliças nas regiões produtoras até os centros consumidores.

Atacadistas da Ceagesp, o maior centro de distribuição de alimentos, relataram dificuldades em receber cargas de boa parte das frutas e hortaliças. Assim, receosos se os produtos chegariam ou não ao mercado, muitos produtores deixaram de colher até que a situação nas rodovias se normalize. Há a possibilidade, ainda, de que a Ceagesp não abra nesta sexta-feira (25). Portanto, poucos foram os preços coletados pelo Hortifruti/Cepea até esta quinta-feira.

Confira, abaixo, o que a manifestação tem afetado, até então, para os HF’s acompanhados pela HF Brasil:

 

ALFACE: Produtores de alface da região de Teresópolis (RJ) foram os mais impactados pelas manifestações. Se a greve continuar, muitos terão que descartar mercadorias devido à alta oferta e baixa saída. Por enquanto, os preços no atacado acompanhados pelo Hortifruti/Cepea estão sendo mantidos em relação aos da semana passada, porque a oferta é alta. Atacadistas também relataram que vários carregamentos foram cancelados pois há possibilidade de a Ceagesp não abrir amanhã.

BANANA: A greve segue afetando diretamente os produtores de banana que enviam suas cargas para longas distâncias, como Santa Catarina e Norte de Minas, além de colaboradores da Ceagesp – que cancelaram vários carregamentos ou estão parados nas estradas. Por conta disso, estoques na grande São Paulo estão sendo vendidos ao mesmo preço da semana passada: R$ 1,17/kg para a nanica e R$ 2,10/kg para a prata; a oferta, no entanto, deve ser bem limitada até sábado (26/05), caso o mercado não se estabilize.

BATATA: O mercado de batata está com preços altos devido à menor entrada, sendo que alguns boxes contam apenas com as sobras dos dias anteriores. Hoje (24), em São Paulo (SP), os poucos caminhões que chegaram à Ceagesp são de Minas Gerais (MG) e boa parte das vendas estão sendo feitas na própria região (para mercados e feiras locais). Os preços da batata padrão ágata especial, nesta quinta-feira, são de R$ 195,00/sc de 50 kg (alta de 14,71% em relação à quarta-feira).

CEBOLA: A greve está impossibilitando a comercialização no Nordeste e no Sudeste. Em Porto Xavier (RS), na fronteira com a Argentina, houve acúmulo de cebola proveniente daquele país, que não está sendo direcionada aos comerciantes. No atacado, a maioria dos compradores não está vendendo a hortaliça por falta da mercadoria.

CENOURA: Houve paralisação comercial, o que fez com que os produtores optassem por não realizar as colheitas programadas para a semana. O clima mais ameno e seco atual permite que as cenouras fiquem por mais tempo no solo, pois não gera grandes problemas na qualidade. Já os preços no Ceagesp estão e mantendo e os estoques foram vendidos aos preços de semana passada. A expectativa é de alta nas cotações até o fim da semana devido ao não abastecimento do mercado.

CITROS: No mercado de laranja, lima ácida tahiti e tangerina poncã, a dificuldade no transporte e abastecimento se intensificou na quarta-feira (23) – principalmente para destinos fora de São Paulo. Como parte das frutas colhidas no início desta semana permaneceu nos caminhões (paralisados nas estradas), produtores interromperam a colheita nos últimos dias, no intuito de evitar prejuízos, enquanto compradores temem não receber as cargas, caso as negociem. A comercialização, portanto, tem se limitado a cítricos que já estavam em estoque e, basicamente, ao mercado regional.

MAÇÃ: Para o mercado de maçãs, a paralisação nas rodovias impossibilitou os envios aos centros consumidores. Dessa maneira, a maior parte dos classificadores optou por encerrar suas atividades nesta semana. No atacado, os preços devem aumentar levemente, pois, mesmo com desabastecimento, não há forte demanda por parte dos consumidores.

MAMÃO: Para a cultura do mamão, a paralisação impediu o fornecimento das frutas nos principais centros atacadistas do Brasil. Os envios para São Paulo, por exemplo, foram limitados, afetando a comercialização. Houve relatos de que os caminhões não estão conseguindo sair das roças com mercadoria. Com isso, produtores diminuíram as colheitas, e aqueles que as realizam, estão estocando em câmaras frias para minimizar as perdas. Mamocultores afirmaram, ainda, que o escoamento regional é o único praticável no momento.

MANGA: A paralisação dos caminhoneiros está freando a distribuição da fruta no País todo, de forma que os mangicultores não estão colhendo e podem continuar sem colher até o fim da greve. Contudo, isso não significa que não há comercialização da fruta, uma vez que atacadistas de São Paulo ainda contam com um estoque significativo de manga, principalmente da variedade palmer. Ainda assim, há a ressalva de que os preços, por enquanto, tendem a se manter em relação à semana passada.

MELANCIA: Com a parada nos carregamentos, muitos melancicultores interromperam a colheita em Uruana (GO) e, consequentemente, não foram registrados preços na lavoura nesta semana. Ainda, há o temor de perda de frutas na lavoura devido ao avanço no ponto de maturação, com a dificuldade de escoamento.

MELÃO: A paralisação também afetou fortemente o mercado de melão nesta semana. Os envios da fruta para os principais centros consumidores foram cancelados e aqueles que conseguiram, no início da semana, ainda não chegaram nos atacados. Houve relatos de que a greve dos caminhoneiros impactou, inclusive, na saída de caminhões na Ceagesp. Assim, produtores estão visando comercializar a fruta nos mercados regionais, onde o escoamento tem sido levemente facilitado. Melonicultores afirmaram que a situação somente não foi pior, devido ao baixo volume disponível no mercado interno.

TOMATE: Na Ceagesp há a entrada de alguns caminhões de tomate da região de Sumaré e Mogi Guaçu (SP). No entanto, as incertezas quanto à venda desses produtos – tendo em vista que não há entrada de frutas e outras hortaliças – fazem com que os atacadistas, muitas vezes, dispensem os produtos, visto que os clientes não carregam apenas tomates. Há caminhões parados nas estradas e, provavelmente, os tomates podem estragar. A caixa de 20 kg do tomate longa vida 3A foi comercializada hoje (24), a R$ 72,50 (+14,05%).

UVA: Em algumas regiões, a paralisação das estradas permitiu apenas a comercialização para locais próximos das roças do estado de São Paulo, com o uso de caminhonetes pequenas – como o trajeto de Louveira até Campinas. Porém, em outras regiões produtoras, como Marialva (PR), nem mesmo o escoamento para mercados próximos é possível. O impedimento nas estradas está resultando no acúmulo de cachos maduros nos parreirais, e vem preocupando produtores. No Vale (PE/BA), algumas empresas estão negociando e estocando a fruta, porém, não foram realizados carregamentos para o mercado doméstico. Nos atacados, até hoje (24), os preços estão sendo mantidos, pois estão sendo comercializados os estoques das últimas semanas.

 

SOBRE A GREVE: Caminhoneiros de todo o País decidiram entrar em greve no último dia 21, contra o aumento dos preços dos combustíveis. Os manifestantes, que pleiteiam ao governo a redução nos impostos dos combustíveis, fazem bloqueios nas principais estradas brasileiras – afetando diretamente vários serviços, como o abastecimento no setor de hortifrútis.

Fonte: hfbrasil.org.br

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